ASA: como foi o primeiro contato ao vivo entre participantes e parceiros

Logo do programa ASA em fundo preto com pequenos traços brancos

O encontro aconteceu pela plataforma Zoom com tradução simultânea e teve mediação de Claudia Assef, co-fundadora do Woman’s Music Event (WME).

Participaram do primeiro encontro do ASA (clique aqui para conhecer), ao vivo ou se apresentando por vídeo pré-gravado, um ou mais representantes de cada instituição parceira e da equipe de monitoramento, avaliação e aprendizagem do programa.

Cristina Becker, Head of Arts (gerente sênior) do British Council no Brasil, e Andreea Magdalina, founder (fundadora) da Shesaid.so e co-fundadora ASA, se emocionaram ao falar do programa. Andreea convidou as participantes a entrar na comunidade internacional shesaid.so para artistas, executivas ou com outra função no meio musical, com o objetivo de inspirar e impactar carreiras.

A brasileira Monique Dardenne, co-fundadora do WME, explicou que a plataforma foi responsável pela curadoria, consultoria e hospedagem online desta edição do ASA, após 3 meses de trabalho com as instituições parceiras, e compartilhou como será o sexto ano de eventos da WME, que realiza sua própria conferência em junho e premiação em dezembro.

“Culturalmente, a presença feminina estimula a presença feminina nos lugares (…) e essa rede transborda além do ASA, porque as mulheres que estão aqui conhecem mulheres que não estão, e elas vão se conectando e as coisas vão acontecendo”.

Dani Pastore, professora e engenheira de som, mentora ASA

Victor D’Almeida (gerente de cultura do Oi Futuro) e Luciana Adão (coordenadora de cultura do Oi Futuro) deram as boas-vindas por vídeo pré-gravado, Victor ressaltou a ampliação do alcance do programa (de 250 para 400 participantes em 2022) agora que o formato está mais maduro, em sua terceira edição.

Representando a equipe de monitoramento, avaliação e aprendizagem, Felícia Canella e Tião Guerra explicam como irão acompanhar a inserção das participantes no mercado de trabalho de música, áudio e som, a formação de uma comunidade e a qualificação do programa ASA.

Vitória foi uma das 50 selecionadas de cada região brasileira para participar do grupo de monitoramento, recebendo um formulário a ser preenchido com informações como histórico de projetos nos últimos 48 meses, rede de contatos e expectativas de impacto local após a capacitação do ASA. Ainda será formado um grupo focal por região, com 15 mulheres cada, orientado por Felícia, para acompanhar como as mulheres estão percebendo o programa e o que poderia ser melhorado.

Ao final do monitoramento, uma última conversa será feita com algumas mulheres para escrever a storytelling, ou seja, um relato de como aquela mulher evoluiu no mercado do som durante o programa, um processo de vida, como está participando, ocupando espaço e fazendo um caminho de liderança na sua região.

Emily Kyriakides, Business Development & Partnerships (diretora executiva) da Lighthouse, ainda comentou a importância do ASA para a expectativa profissional das mulheres, principalmente após 2020 e 2021. Rafael Ferraz, gerente de projetos do British Council, também explicou a estrutura e os conteúdos do programa a fundo e Luana Ribeiro, co-fundadora e diretora de conteúdo da Casa Lab Digital, apresentou a comunidade ASA no telegram.

Claudia então encerrou a reunião, agradecendo a participação de todos, comentando emails recebidos com dúvidas e lembrando o próximo encontro ao vivo, uma aula sobre direito autoral com Guta Braga (coordenadora do curso “música, copywrite e tecnologia” junto ao Instituto Gênesis e à PUC/RJ).

ASA: programa de capacitação brasileiro-britânico começa hoje

Às 19h (horário de Brasília) tem início o primeiro encontro entre as participantes do programa de capacitação ASA – Arte Sônica Amplificada, desenvolvido pelo Instituto Oi Futuro e pelo British Council, em parceria com as instituições Lighthouse, Shesaid.so e Woman’s Music Event (WME).

Foram 400 brasileiras selecionadas mediante inscrição em vídeo, entre elas Vitória (que se inscreveu promovendo as edições online do SONORA Festival Bauru), Ana Andrade (compositora e aluna da UFBA, Ana e Vitória fizeram uma live juntas através do amigo em comum Paulo Vitor), Thaís Floresto (compositora de Ribeirão Preto cuja estreia autoral aconteceu no SONORA Bauru 2018), Izabela Lima e Mo Maiê (produtoras SONORA em cidades de Rondônia e Minas Gerais).

“A intenção do [ASA] é impulsionar as mulheres individual e coletivamente, para que elas possam desenvolver suas próprias potencialidades e também transformar a vida de outras mulheres à sua volta. Dessa forma, esperamos impactar a sociedade, fomentando a equidade, a diversidade e a inclusão”

Sara Crosman, Presidente do Instituto Oi Futuro.

A relevância do programa para a cidade de Bauru/SP, assim como prevê o depoimento de Crosman, está no conhecimento adquirido e compartilhado através das participantes locais, que trazem nova bagagem para suas atividades particulares e ações públicas na cidade.

Além de qualificar e inspirar o desenvolvimento de projetos e negócios inovadores no campo do som e da música, o ASA também promete oportunidades de atuação em grandes eventos e a conexão entre profissionais no Brasil e no Reino Unido, criando uma rede internacional de suporte, criação colaborativa e desenvolvimento de carreiras.

As atividades vão acontecer em três frentes, durante 10 semanas:

  • Capacitação:  sessões online (pré-gravadas e ao vivo) para desenvolvimento de habilidades técnicas, criativas e pessoais;
  • Oportunidades de exibição e ativação: mostra do trabalho das participantes em festivais, conferências e canais de mídia parceiros do programa ASA;
  • Construção de comunidade criativa: networking feminina internacional.

A primeira pauta é: boas-vindas às participantes, apresentação das instituições parceiras, suas representantes no programa e informações gerais. Ao longo das 10 semanas ainda serão abordas novas maneiras de monetizar e gerar renda, engajar com uma base de fãs e criar comunidades, gerenciar e promover uma carreira, digitalizar eventos e as últimas tendências em redes sociais, plataformas de áudio e algoritmos.