NOVO AMOR + Arte Pela Paz

Show de voz e violão traz músicas alegres e bem humoradas, com filme de abertura Arte Pela Paz (MUZEO), no Alameda Rodoserv Center (Bauru/SP), a partir das 14h do dia 10/07.


Vitória produz show de artes com palestra, música e apresentação em vídeo dentro do tema Arte Pela Paz.

O evento acontece no domingo dia 10/07, a partir das 14h, no Alameda Rodoserv Center.

O local, na Av. Issa Marar 1148, conta com um palco onde acontecerão as apresentações, mesas para o público e um cardápio diverso para servir toda a família (serviço cobrado à parte).

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Confira a primeira edição do Show de Artes: Arte não é chart

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ASA 203: Podcasts, Audiodocs e Audiodramas com Zakia Sewell

Como a narrativa, o tom e as pessoas convidadas vão influenciar no resultado do seu podcast ou áudio-documentário, e quais são as diferenças entre esses formatos? Compartilho com você minhas anotações sobre a aula da DJ britânica Zakia Sewell, no programa ASA (clique para conhecer).

Zakia é DJ, radialista, escritora e produtora de documentários para rádio e podcasts há 7 anos. Formada em literatura inglesa, uniu o interesse em pesquisa com um lado mais criativo no trabalho em rádios. Começou como estagiária na Cast Iron Radio, uma produtora em Londres, que produzia áudio-documentários para rádios como a BBC 3 e 4, canais mais formais e tradicionais.

Recentemente ela também atende a Tate, uma série de galerias de arte no Reino Unido para quem produz podcasts como freelancer, a Resident Advisor, empresa que vende ingressos para eventos de música eletrônica, e outras empresas dentro do campo de artes, música e cultura, assim como produz e apresenta seu próprio programa, o Breakfest Show, na rádio independente online NTS, cobrindo histórias culturais pessoais ou da comunidade que foram esquecidas ou mal interpretadas, dando um lugar a essas pessoas na sua plataforma.

Narrativa

Em ambas as situações, falando ao vivo em uma rádio ou trabalhando em um projeto mais planejado, como o podcast, você precisa construir uma narrativa e definir suas características. Ter clareza da sua ideia é muito importante para a comunicação, ao vivo para a sua audiência, ou no seu pitching para uma plataforma ou produtora.

Algumas temáticas dariam mais trabalho para transmitir sem imagens, por exemplo: você conseguiria fazer uma matéria sobre tipos de tecido apenas em áudio? Conseguiria formular um podcast a partir de algo sem som ou ruídos, com grande apelo visual? Já em situações de pitching, poderia existir um grande valor em elementos de individualidade e singularidade que levariam ao patrocínio de uma matéria mais complicada?

Você pode encontrar respostas para essas perguntas a partir de reflexões como “esse tema já foi contado nesse formato específico? Qual é a relevância da história agora? Qual seria a ressonância com o público agora? E por quê você quer contar essa história? Por que você? Que relação tem com o tema?” Vale refletir sobre como e quanto as pessoas a quem você tem acesso vão interferir no resultado da sua entrevista, por exemplo, se você entrevista um familiar de um artista, vai ter o ponto de vista do familiar, e não do artista. Se o apresentador tem alguma relação pessoal com a história contada, isso afeta o resultado do seu produto.

Em relação aos elementos, vai ter música? Trilha sonora? Vai ser uma entrevista mais formal ou mais descontraída? O apresentador vai saber fazer pequenas introduções e comentários que ajudem o ouvinte a entender o áudio, como dizer “estou aqui com tal pessoa”? Vai ser um episódio único ou uma série distribuída por episódios? Deve haver uma estrutura interna em cada episódio e uma ideia de como ela vai se desenvolver nos próximos, a velocidade, o tempo de duração etc. Essas decisões devem ser baseadas em como a história seria melhor contada.

Exemplos práticos

Ouvimos um trecho do segundo episódio de My Albion (2020), áudio-documentário de quatro partes produzido por Zakia para a BBC Radio 4, sobre identidade nacional britânica, folclore e política. Pensando nos elementos ouvidos, temos: uma entrevista durante um passeio turístico, com sons de caminhada, música e narração sobreposta, resultando em uma narrativa que se desdobra naturalmente, conduzindo a audiência nesse passeio histórico que é fisicamente feito durante a gravação do material.

Outro documentário para a BBC foi feito em Dakar, Senegal, aproveitando a viagem de produtores de música eletrônica para visitar uma tribo de percussionistas. O resultado é diferente do ouvido em My Albion, tendo elementos sonoros que traduzem o silêncio, como grilos cantando, cliques eletrônicos e diferentes pessoas falando no idioma local, uolofe, enquanto a apresentadora compara a sua produção de música no computador e a dificuldade de traduzir sentimentos a partir de uma máquina, e percebemos que os beeps que ouvimos são cliques de um metrônomo.

Zakia mostra que a percussão da tribo não tem nada a ver com a sua forma linear e estruturada de música virtual – é orgânica, incrível de assistir, perfeitamente sincronizada entre pensamento e execução. A tentativa de traduzir uma forma de música para a outra foi além da fala, mesclando os elementos da natureza com os cliques do computador desde o início do episódio, e ressaltando o aspecto percussivo já presente no discurso dos nativos.

Foi um episódio muito mais intuitivo e lúdico de construir, com planejamento, porém mais liberdade para aplicar ideias sentidas no momento em que o documentário era gravado. Menos racional, com menos explicações e mais construções musicais.

Outro exemplo de produto foi o podcast produzido para a Boiler Room, uma plataforma de streaming diversificada, sobre o gênero musical UK Garage, um tipo de House Music com toda uma cena própria na comunidade britânica entre os anos 90 e 2000. O episódio ouvido, dessa vez, tem música o tempo todo, depoimentos de pessoas que viveram a experiência e da jornalista Emerald Lewis, que também é DJ e aposta muito no gênero hoje, falando sobre como teria sido a cena, provocando uma imersão apaixonada para o ouvinte. É uma matéria leve, divertida e informal, diferente das matérias produzidas para a BBC.

Diferenças

Há uma pequena diferença entre o podcast e o documentário para rádio: o documentário é feito para rádios públicas, transmitidos ao vivo e até recentemente não eram arquivados, enquanto o podcast pode ser ouvido a qualquer momento em uma plataforma de streaming e isso interfere na forma como o ouvinte percebe o produto.

Outra diferença está no financiamento dos documentários pelas rádios, enquanto os podcasts são patrocinados por marcas como o Spotify ou Audible, ou ainda podem ser começados com baixo investimento pessoal até que seja formado um arquivo para buscar patrocinadores dos próximos episódios (porque esse é o objetivo, nós não devemos pagar para fazer produtos que o público vai consumir gratuitamente).

O tom dos dois produtos muda bastante dependendo do objetivo, mas o podcast tente a ser mais informal por ser gravado em casa. O pagamento para a produção de um áudio-documentário é maior, e com isso as possibilidades de equipe e material, enquanto o podcast, sendo limitado no orçamento, tende a trazer uma discussão entre duas pessoas com uma trilha sonora ao fundo.

Workflow

Zakia compartilha sua linha do tempo de trabalho, que se resume a:

  • Pesquisar, fazer leituras, telefonar para pessoas e buscar informações sobre o seu assunto;
  • Escrever um cronograma com datas como “quando entregar” para se organizar melhor;
  • Montar o roteiro decidindo o ângulo da sua narrativa, como você vai contar a história, qual voz seria a mais importante;

Depois dessa etapa, viria a parte que envolve outras pessoas:

  • Escolher os colaboradores depois de ter uma boa base do seu produto – quem são os melhores profissionais para contar a história do jeito que você quer?;
  • Gravar as entrevistas;

Depois da coleta dos materiais, podem surgir algumas alterações no seu projeto inicial:

  • Ouvir as gravações, transcrever com a minutagem e começar a montar a sua história com as melhores partes do que você tem, fazendo as adaptações necessárias caso algo seja selecionado fora do seu roteiro inicial;
  • Editar (no software gratuito Reaper ou Audacity) e ir construindo seu áudio sem pequenos detalhes por enquanto, divirta-se!;
  • Montar a introdução e a sua linha de narrativa ou os blocos de conteúdo, dependendo da sua matéria e do seu objetivo;
  • Analisar lacunas entre os blocos e preenchê-las adaptando o roteiro, adicionar elementos finais, mixar e entregar à engenharia de som.

Mensagem final

Para terminar, Zakia fala sobre usar o equipamento que você tem disponível em mãos, compartilhando o que ela usa: o software Reaper e um gravador de áudio zoom H4n (mas que você pode começar usando seu celular, em uma abordagem mais independente como um primeiro passo, um rascunho de um trabalho que vai evoluir ao longo dos episódios e da conquista de recursos financeiros).

Algumas recomendações para se inspirar foram: os documentários da Lights Out series, encontráveis na BBC radio 4 online; Short Cuts, série de Eleanor McDowell pela produtora Falling Tree, documentários curtos em formatos e estilos diferentes apresentados por Josie Long em várias partes do mundo; e 1619, série de documentário mais longo do New York Times sobre escravidão nos EUA.

Zakia lembra a importância de buscar manter o equilíbrio entre depoimentos de mulheres e homens, de licenciar todas as faixas de música utilizadas nos seus episódios, e finaliza a aula ressaltando a beleza dos documentários em combinar seu lado mais racional, organizacional para planejar as coisas, com seu lado criativo, intuitivo, instintivo para editar seus produtos, resultando em ideias criativas com elementos práticos e organizados.

É esse equilíbrio entre racional e emocional, essa experiência holística de corpo e mente que apaixona Zakia pela storytelling no áudio.

www.zakiasewell.co.uk

ZAKIA SEWELL – BIO

Zakia é radialista, escritora e DJ de Londres, apaixonada por música, artes, saúde mental e história. Ela produz e apresenta documentários de rádio e podcasts para plataformas como BBC Radio 4, BBC World Service, Tate e Boiler Room e cobrindo temas que vão desde percussão ancestral caribenha até esquizofrenia. Além de seu trabalho de produção de áudio, Zakia é uma colecionadora entusiasta e compartilhadora de música. Ela passou vários anos trabalhando atrás do balcão da Honest Jons Records em Londres e, enquanto trabalhava lá, conseguiu um programa agora semanal na NTS Radio, chamado Questing w/ Zakia, onde entrevista convidados e toca música de todo o mundo. Ela também é DJ em clubes e festivais em Londres e no exterior, e tocou em locais e festivais conceituados como Brilliant Corners, Corsica Studios, XOYO, Dimensions e Dekmantel. Zakia conduz regularmente workshops de rádio oferecendo conselhos e apoio a aspirantes a produtoras de rádio, e trabalhou em projetos de pesquisa criativa com arquivos e instituições de arte como Timespan, Stuart Hall Library e George Padmore Institute.

SHOW DE ARTES: Confira as fotos do primeiro evento FÍGITAL do ano

Noite trouxe cinema, sarau e show acústico para o público presencial e online. Confira as fotos e prepare-se para a próxima edição, confirmada para o dia 15/05.

A Kakano Oprana foi responsável pelo cardápio, levando novidades como o cookie-tone, cookies com massa de panetone, e a palha italiana de amendoim.

As atrações no salão principal incluíram mostra de quadros, fotografias, videoclipes e programas: Quadros por Julia Silva, Coleção Janelas por Caroline Rohwedder, Projeto She de fotografia por Elen Laureano, videoclipes de Daniel Cecci, Genaro Magri e Débora Neves, filmes Medos Irracionais, Ser Feliz, Compositor Por Um Dia, Novo Amor & cia.

O sarau contou com declamações do poeta Kleber Cação, que apresentou seu livro Sonetos D’Além Mar, e diversos números de dança: forró, grupo e solo contemporâneos, dança de rua e dança do ventre.

Agradecimentos especiais: Ballet Art Scheila do Valle, Caroline Rohwedder Fotografia, Casa do Forró, JCNET por Laylla Paes, Kakano Oprana Vegan Food, Mister Rec Vintage Studio, Slim-Fam Dance Co, Studio 4, Yugo Arquitetura e Interiores.

O público se emocionou com as atrações.

Após o último intervalo para troca de cenário e alimentação, Vitória apresentou o show acústico Novo Amor, proporcionando reflexões profundas e bem-humoradas sobre autoestima e relacionamentos.

Recepção do público presencial e meu carinho a cada um dos presentes! Nos vemos novamente no dia 15/05, no SHOW DE ARTES 2: Arte Pela Paz.

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ASA 202: Liberando Sua Escrita Criativa com Miso Extra

A compositora e intérprete bilíngue Miso Extra falou sobre seu processo criativo e deu algumas sugestões para contornar bloqueios, tornando a produção independente mais autêntica e prazerosa. Abaixo compartilho minhas notas sobre a aula no programa ASA (clique aqui para conhecer).

Miso começou cantando karaokê com a família de descendência japonesa e inglesa, em Londres, e se aventurando com um teclado de brinquedo. A artista achava incrível a capacidade de as pessoas se expressarem de formas tão diversas e passou a querer se expressar de formas diversas também.

Os bloqueios de escrita ocasionais que o artista pode ter, na opinião de Miso, podem ser contornados com:

  1. Caminhadas e saídas do seu ambiente comum para encher o poço com situações positivas, amigos, família, filmes ou livros de que você gosta;
  2. Escrita livre sobre diálogos recentes, leituras, acontecimentos que te provocaram algum sentimento;
  3. Esse é um exercício pessoal da compositora: tentar escrever como se fosse um personagem do filme ou série que acabou de assistir, para tirar o julgamento e a expectativa de que as pessoas vão ouvir uma opinião sua;
  4. Abrir uma página aleatória de uma revista ou livro e selecionar palavras aleatórias até formar algum sentido do que está sendo escrito;
  5. Tocar ou ouvir em loop uma sequencia de acordes familiar ou de uma música que você gosta, improvisar letras em cima disso.

Essa última dica deu origem à música 1013. Miso fala como ela feita: utilizando um equipamento chamado SP-404, onde você coloca um sample ou grava e divide os sons em canais com efeitos prontos, depois gravando em alguma DAW, como o Ableton (relembre essa aula aqui), para tocar em loop enquanto você pensa na letra. Miso selecionou samples para percussão, acordeão, baixo e gravou a própria voz.

A bateria não teve muito espaço para edição e mixagem, mas o objetivo era mesmo ter algo lo-fi, retrô, com efeito de fita-cassete, então funcionou muito bem para a música e ajudou a construir a “espinha dorsal”.

O processo foi bastante baseado em experimentar novos sons e decidir qual se encaixava bem na música. Para escrever a letra, Miso gosta de preparar o ambiente: acende uma vela, toma um chá, abaixa as luzes… e gravar melodias aleatórias sob o loop instrumental. Só depois de selecionar os melhores trechos de melodia ela vai pensar em o que dizer com palavras.

Então toda a música se desenvolve a partir da frase originalmente em japonês “agarre-se àqueles a sua volta”, Miso explora vários sentimentos, traz um refrão conclusivo e ressalta a capacidade da música de traduzir sentimentos por si só, mesmo que o público não entenda o idioma cantado. Ela lembra que a expectativa de ser entendido pode colocar muita pressão sobre o escritor, que deve apenas se permitir escrever.

Miso encerra a aula resumindo os pontos principais que gostaria de transmitir às alunas:

  1. Use o equipamento que você tem hoje e foque no que você pode fazer com ele;
  2. Não lute contra o que você vai escrever, apenas coloque para fora sem pensar demais, depois volte para lapidar ou deixe descansar por um minuto e vá fazer outra coisa;
  3. Busque inspiração em todas as coisas, amigos, paisagens, artes, cozinha… experimente trazer seu mundo para suas músicas;
  4. Divirta-se! No momento que você parar de se divertir com o processo, você pode se afastar e voltar mais tarde, com outra mentalidade. Não é para ser inseguro e preocupado, com você e o que os outros pensam – é sobre ser verdadeiro com você mesmo.

Sobre a Artista

Inspirada em anime, no filme Driblando o Destino (2002) e hip hop das antigas, o universo de Miso Extra é um caldeirão de substâncias culturais e geracionais. Sua música explora temas que envolvem feminilidade, empoderamento feminino e herança mista. Miso combina magistralmente referências da cultura pop de diversos países para criar sua própria marca viciante de música, que ela escreveu apropriadamente como “umami para os ouvidos”. Depois de ser catapultada aos ouvidos dos fãs de música após um importante perfil publicado na revista Fader, Miso Extra recebeu várias reproduções na BBC Radio 1, BBC 6 Music e Beats 1. Suporte adicional veio de DIY, The Line of Best Fit, NME, Clash, District Magazine, Dummy, Notion e Vogue. Miso foi recentemente anunciada no line-up do The Great Escape 2022, se juntando a nomes como Bobby Gillespie & Jehnny Beth, Berwyn e Shygirl. Seu EP de estreia, com cinco faixas, Great Taste, será lançado no início de 2022 pelo selo Beatnik Creative.

ASA 201: As mulheres na música (em Bauru/SP)

O segundo módulo do programa ASA (clique aqui para conhecer) começou ressaltando o legado de 12 pioneiras da música brasileira, seleção feita e apresentada por Cláudia Assef, co-fundadora do Woman’s Music Event. Dessa vez, porém, em vez de compartilhar notas sobre a aula, trago a lista das 12 mencionadas e divido com você outras 12 mulheres da música com quem eu tive contato em Bauru/SP.

12 mulheres na música por Claudia Assef

  1. DJ Sonia Abreu (porque a DJ transforma uma música em outro produto, levando vida a outros meios)
  2. Vânia Dantas Leite (pianista, regente e produtora de música eletro-acústica)
  3. Jocy de Oliveira (pianista, compositora e escritora, responsável pela primeira apresentação de música eletrônica no Brasil, em 1961)
  4. Chiquinha Gonzaga (compositora pioneira de choro, marchinhas de carnaval e primeira maestrina do Brasil)
  5. Dona Ivone Lara (compositora de escolas de samba)
  6. Sandra Sá (intérprete, importante divulgadora da música black brasileira)
  7. Célia Vaz (compositora, arranjadora e diretora musical formada pela Berklee College of Music. NOTA PESSOAL: que violão e que voz gostosos de ouvir)
  8. Celly Campello (cantora, instrumentista e atriz, considerada a precursora do rock brasileiro)
  9. Fernanda Abreu (divulgadora da dance music carioca e de músicas produzidas por DJs)
  10. Clara Nunes (intérprete, trouxe a música de terreiro para grandes auditórios e rádios)
  11. Rosinha de Valença (violonista autodidata da Bossa Nova, gravou com grandes nomes e divulgou a música brasileira em turnês por 24 países)
  12. Dona Helena Meirelles (violonista votada por Eric Clapton para entrar no ranking 101 melhores guitarristas, da revista Guitar Hero, em 1993)

A lista abaixo menciona mulheres com as quais eu tive contato na indústria da música local e me inspiraram de alguma forma. Incentivo você a conhecer o trabalho delas mais a fundo através das redes sociais.

12 mulheres na música em Bauru/SP

  1. Mara Síntique (pianista, professora e formadora de diversos talentos na cidade, especializada no ensino de pessoas deficientes)
  2. Manu Saggioro (compositora e produtora, corresponsável pela vinda do Sonora Festival para Bauru, em 2017)
  3. Débora Neves (compositora e cantora lírica, de presença marcante e vice-campeã do programa Canta Comigo 2)
  4. Cátia Machado (compositora e intérprete, destaque em festivais de composição com músicas profundas e envolventes)
  5. Bel Balderramas (compositora, poeta e intérprete muito hábil, também atua no Projeto Junho, com o super Gabriel Goes)
  6. Ilma Brescia (intérprete da Bossa Nova, antes recolhida em Piratininga e hoje participante do The Voice Brasil Mais)
  7. Isabel Marino (compositora, intérprete e poeta, quando a Isabel canta, o ambiente se preenche)
  8. Dri Santana (compositora e intérprete com destaque em dois programas nacionais, Super Star e The Voice Brasil 7)
  9. Lu Nóbrega (intérprete de jazz e professora de técnica vocal em São Paulo)
  10. Adriana Cavalari (a Dri foi uma intérprete muito querida na cidade, nos conhecemos no Thermas de Piratininga, ela me deu bons conselhos sobre viver de música)
  11. Raíssa Foschiani (compositora e atriz multitalentosa, nova em idade, forte em potência vocal)
  12. Denise Amaral (intérprete e dona de uma voz ímpar, a especialidade da Denise é o tributo a Elis Regina)

LAUDIA ASSEF – BIO

Claudia Assef é jornalista de música, trabalhou nos principais jornais, revistas e sites brasileiros, entre eles Folha De S. Paulo, do qual foi correspondente internacional em Paris, e O Estado de S. Paulo, onde manteve uma coluna musical, entre outros. É autora dos livros “Todo DJ Já Sambou”, “Ondas Tropicais” e “O Barulho da Lua”. Esteve envolvida na curadoria de eventos como Sónar São Paulo, Skol Beats, Nokia Trends, Motomix, Virada Cultural, SP na Rua, festival SOMA, Dia da Música Eletrônica de São Paulo 2018 e 2019, Absolut Nights, New Faces on The Block, Território Hip Hop, ASA (British Council e Oi Futuro), entre outros. É sócia-fundadora do WME – Women’s Music Event – projeto com foco na mulher na música, incluindo uma conferência e uma premiação anual e está à frente do site Music Non Stop, um dos sites de música e cultura pop mais relevantes do país. Claudia é desde 2019 coordenadora do Centro Cultura Olido em SP, onde em abril de 2021 inaugurou a Galeria do DJ, primeiro espaço público da América Latina dedicado ao universo da discotecagem. Claudia também é DJ e produtora musical.

Vitória anuncia SHOW DE ARTES

O evento acontece na sexta-feira dia 25/02, a partir das 19h, na HOLLYWOOD Academia de Cinema, e será transmitido ao vivo para aqueles que optarem pelo ingresso online, possibilitando que todos desfrutem das apresentações e conheçam artistas de Bauru e região.

Vitória Cação comemora seu aniversário promovendo um evento com tudo que ama: exposição de arte audiovisual e alimentação, sarau de música, poesia e dança, show acústico contando as novidades para 2022 e público híbrido (presencial e online).

O local, no centro de Bauru, conta com dois ambientes – uma recepção ampla onde serão expostos quadros, fotografias, bebidas e alimentos de empreendedores locais, e um salão com palco e mesas para o público presencial, onde acontecerão as apresentações artísticas.

“Arte não é Chart”, ouvi essa frase em uma aula e decidi criar um espaço seguro no meu aniversário – um lugar sem métricas, estatísticas, campanhas de pré-lançamento… uma experiência de ter só o público, os artistas e o que eles tiverem vontade de apresentar.

Vitória

A programação do evento conta com:
19h: Recepção do público presencial e online, enquanto conteúdos audiovisuais serão transmitidos online, projetados no palco e o público presencial pode conhecer as delícias da Kakano Oprana;
20h: Microfone aberto e palco disponível para os artistas presentes no público;
21h: Vitória apresenta um show acústico com músicas inéditas e divulga novidades artísticas, incluindo o retorno do programa Profissão Compositor, a data para a próxima edição do Sonora Festival Bauru e lançamentos de outros artistas.

Como participar?

Produtores de conteúdos audiovisuais, como filmes, videoclipes e documentários sobre artistas locais, são convidados a enviar seu material para projeção durante o evento. Também podem ser compartilhadas datas de lançamentos, produtos e eventos em 2022 para divulgação ao final do evento.

Os ingressos estão disponíveis para participação:

presencial (clique aqui para visualizar)

online (clique aqui para visualizar)

O consumo de produtos na feira de alimentação é individual e cobrado por cada expositor. O uso de máscara de saúde no salão é obrigatório, sendo liberado apenas para cantores durante a apresentação. Se sentir qualquer sintoma na véspera do evento, transfira o ingresso presencial para online entrando em contato através do email contato@vitoriacacao.com

A capacidade de fazer coisas difíceis

Você é forte. Se ninguém te disse antes, você pode ter medo de falhar e conseguir fazer algo ao mesmo tempo.

Vamos começar assim: Que ninguém ama ir à dentista é fato. Eu me incluo nesse grupo mesmo sendo grata por poder cuidar dos meus dentes, mas recentemente fui a uma consulta e vivi uma experiência transformadora.

Talvez você não saiba, mas eu tenho reações diversas em situações que envolvem agulhas e perfurações da pele – às vezes eu desmaio, como aconteceu na minha primeira dose para virar jacaré, às vezes eu choro discretamente e às vezes eu tenho episódios de pânico. Dessa vez que fui à dentista tive um episódio de pânico, comecei a tremer na cadeira, a suar frio e chorei de soluçar.

A dentista tinha experiência pessoal com a reação e me acalentou dizendo coisas como “calma, eu vou cuidar de você e vai dar tudo certo”. Eu não sei dizer por que isso funcionou, mas a crise foi diminuindo enquanto o procedimento acontecia e, no dia seguinte, consegui passar por outras três anestesias sem problemas.

Quando saí do consultório no último dia de tratamento, encontrei a próxima paciente – uma menina de seis anos em prantos, que estava sendo ameaçada de ser segurada na cadeira à força. Eu quis abraçar aquela menina e dizer que, mesmo com medo e sob ameaças horríveis, ela era capaz de fazer coisas difíceis.

Outro momento em que me deparei com esse sentimento foi no âmbito financeiro da produção do SONORA Festival Bauru (clique aqui para conhecer), na segunda edição online. Por que na segunda, e não na primeira? Simples: porque na primeira eu não consegui superar meu medo de falhar, mas na segunda sim.

Na primeira edição, as demais voluntárias realizaram todas as atividades que financiariam o evento – buscaram patrocinadores, venderam produtos, criaram campanhas de financiamento coletivo… por algum motivo, fazer aquilo era muito difícil para mim.

Só no ano seguinte, depois da primeira edição realizada e graças ao trabalho em equipe, onde a força de uma inspira a outra, comecei a entrar em contato com perfis de parceiros em potencial, colecionando nãos em busca do “sim”, e consegui lidar com a ansiedade que eu sentia nesse momento.

E veja, eu disse lidar. Não superar ou eliminar, mas lidar. Aquele desconforto ainda estava ali, a sensação de estar fazendo alguma coisa errado, de a resposta negativa ser inevitável, a vontade de procrastinar ou de sair correndo ainda existiam, mas eu observava o trabalho das voluntárias, respirava fundo e enviava as mensagens que precisava enviar.

Quer outro exemplo de dificuldade? Vestibulares. Quantos alunos não perdem as provas, adoecem, se desesperam acreditando que não vão ter um bom resultado? Quantos excelentes profissionais não deixaram de se formar por não acreditarem que sim, a concorrência seria enorme e a prova muito cansativa, mas eles seriam capazes de fazer coisas difíceis?

Se a gente pudesse escolher, talvez retirasse as dificuldades do caminho. Claro que a eu ia preferir nunca mais precisar fazer uma prova, ter todos os recursos para realizar um evento disponíveis ou que meus dentes simplesmente não precisassem de manutenção, mas isso me levaria à total dependência de circunstâncias sempre favoráveis.

Digo sempre para o meu irmão que a coragem não está em não ter medo, mas em agir mesmo sentindo medo, caso contrário seríamos todos inconsequentes, e não corajosos. Sentir medo e fracassar não fazem de você uma pessoa incapaz, mas a vontade de conseguir e a persistência te tornam uma pessoa forte.

Escolha persistir,

Vitória.

ASA 104: Branding – Desenvolvendo Sua Marca com Andreea Magdalina

O que sua música ganha quando você desenvolve sua marca artística? Como Beyoncé e empresas como Google, Coca-Cola e Starbucks se destacam no mercado comunicando seus valores em 1 segundo? Abaixo, compartilho minhas notas após assistir a mais uma aula incrível do programa ASA (clique aqui para conhecer).

A fundadora da SheSaid.So e co-fundadora do programa ASA Andreea Magdalina, que também participou da reunião de boas-vindas no início do curso (clique aqui para ler como foi), compartilhou quatro passos para o desenvolvimento de uma marca, apresentou análises de artistas e empresas que tiveram sucesso com essa iniciativa e perguntas para guiar você nesse processo.

De início, o termo branding foi definido como algo além da logo da sua marca, a soma de tudo que seu público sabe e identifica como seu, incluindo ramo de atuação, discurso e até aromas. O que faz você reconhecer a Google, a Coca-Cola ou a Nike, por exemplo? Andreea compartilhou estratégias da Coca-Cola para vender felicidade nas suas propagandas, associando a marca ao sentimento, ações como a instalação de geladeiras com formato de garrafas em estabelecimentos para venda do refrigerante, formato também presente em imagens publicitárias, com o uso da cor vermelha e um slogan curto taste the feeling (prove o sentimento).

Branding é o que as pessoas dizem de você na sua ausência

Jeff Bezos

Uma marca forte cria conexão e te diferencia da concorrência, ajuda sua música a ser reconhecida imediatamente no mercado pelos fãs (como em aplicativos de música ou diante de produtos físicos). Pense que as pessoas devem ser capazes de explicar facilmente o que você e só você faz, para isso defina e mantenha sua marca – e são os pequenos detalhes que criam confiança e o público guarda como referência.

Uma pessoa é exposta a muitos slogans de marcas por dia, por isso o ideal é oferecer uma experiência com a sua marca que incentive o engajamento. Independente se você prefere vestir uma persona quando sobe ao palco ou ser 100% você mesmo, se seu produto é a sua música, seu público deve sentir algo a mais ao interagir com seu conteúdo num todo. O público de hoje gosta de compartilhar a história de marcas e artistas, uma conexão íntima fácil de criar em tempos de rede social.

Pense na Beyoncé, por exemplo, uma das artistas mais reconhecíveis do mundo. O sentimento transmitido ao público é de que ela está sempre à frente do seu tempo, inovando, e sempre buscou a excelência e a qualidade no trabalho como um traço essencial do seu branding. Outra característica marcante é o apelido Queen B, dado pelos fãs, que depois começou a se refletir nas suas roupas, letras e videoclipes, personalidade e posicionamento, bem diferente do seu início na girls band Destiny’s Child.

4 Passos para trabalhar sua marca

1. PESQUISE

Saiba e se sinta à vontade com quem você é, o que faz, como seu projeto serve ao público, como você se diferencia, no que você é boa e vista como referência. Escreva essas respostas e atualize-as com o tempo, conforme for moldando sua marca. Vá fundo e acredite nas suas respostas, não existe muito íntimo, intimidador ou fraquezas nesse ponto, é isso que te faz único.

  • Quem eu sou?
  • Como minha música soa?
  • Com o que ou com quem eu me pareço?
  • Que tipos de emoções meu trabalho transmite e trabalha?
  • O que tenho de especial?
  • Por que estou fazendo isso? (Aqui, minha sugestão é se perguntar o porquê da sua resposta mais quatro vezes – Vitória)

A partir dessas respostas você vai identificar os diálogos ao seu redor e sobre você e encontrar seu slogan.

2. ELABORE O VISUAL

As pessoas são visuais. Geralmente essa é a primeira interação com seu trabalho, exceto quando o público ouve sua música pela primeira vez, por acaso, em uma playlist. O aspecto visual é a impressão que elas guardam de você.

Uma marca forte comunica o máximo possível no primeiro segundo de exposição, e tudo contribui para isso em você: vestuário, acessórios, cores, logotipo, tipografia, tipos de imprensa utilizada… Essa relação precisa ser uma composição harmônica, fazendo sentido entre visual, áudio e interações. Uma ferramenta para te ajudar nesse processo é o MOOD BOARD: depois de responder às perguntas do primeiro passo, busque referências visuais no YouTube, revistas, Pinterest, Instagram, fotografe exemplos no mundo real.

Outra ferramenta que vale ser conferida é a psicologia das cores, como:

  • Vermelho: cor que transmite força, paixão, novidade
  • Amarelo: cor que transmite intelectualidade, alegria, energia
  • Azul: cor que transmite lealdade, confiança, inteligência
  • Verde: cor que transmite frescor, crescimento, segurança
  • etc.

O artista ainda pode adotar um visual para cada lançamento, a fim de já ambientar seu público no universo particular do próximo show. Detalhes como logo, cores, tipografia, banners e panfletos, fotos, ilustrações, direção criativa, estilo de roupas, cabelo e maquiagem, produtos associados, conteúdo nas redes sociais e design do website são exemplos que podem sofrer alterações com esse objetivo, e excelentes ferramentas gratuitas para desenvolvimento de logos e conteúdo em redes sociais estão disponíveis, como o Canva, Logomakr, Free Logo Design, Unfold etc.

NOTA: valorize suas raízes e os elementos que demonstram de onde você veio, associando-os a elementos mais modernos para que você não dê a impressão de estar perdida no tempo.

3. DEFINA A COMUNICAÇÃO

A comunicação envolve identificar a voz e o tom da sua marca, para depois definir os canais que você vai utilizar. Como é a personalidade do seu trabalho artístico? É uma persona ou é você mesmo? Como é essa persona? Como ela fala, como se comunica com palavras? Como essas palavras estão presentes nas letras das suas músicas? Na redação das suas redes sociais?

Tendo essas respostas, consolide sua mensagem no seu site, loja, produtos, perfis e escolha plataformas que funcionem para você, entendendo que você e sua marca vão evoluir com o tempo. Não vá para o tik tok se você não se sente à vontade no tik tok agora, assim como pesquise sobre o envio de emails e mensagens pelo Whatsapp se isso fizer sentido para você. Lembre-se: Great content, great brand. Boring content, boring brand (Bom conteúdo, boa marca. Conteúdo entediante, marca entediante).

4. ADAPTE

Existe um processo até você descobrir e adaptar os elementos da sua marca, você não precisa saber tudo da noite para o dia. Então divirta-se!

Você e seu público vão evoluir com o tempo, sua marca também deve evoluir, assim como o alcance do seu conteúdo. Seja consistente, entregue, repita. Absorva as mudanças do mundo e traga seu trabalho de dentro para fora, de acordo com o seu próprio desenvolvimento como artista, sendo ativo nos canais de comunicação que você escolher.

WORK SHEET

Mais algumas perguntas para criar sua marca e permanecer presente para amigos, fãs e imprensa.

  • Como seus amigos e família descrevem a sua personalidade? Como eles descrevem suas músicas e arte em geral?
  • Existe algum artista/marca/iniciativa com o trabalho parecido com o seu? Quem?
  • E se você fosse um dos artistas famosos de hoje, quem você seria?
  • O que você quer que a sua marca fale sobre você?
  • Quem é seu cliente, parceiro e como é seu show ideais?

Passamos a maior parte do nosso tempo tentando fazer as pessoas amarem coisas quando deveríamos simplesmente fazer coisas que as pessoas amam.

Bernadette Jiwa, The Story of Telling

BIO – ANDREEA MAGDALINA (disponibilizada na plataforma da aula)

Andreea Magdalina é especialista em criar conexões entre pessoas. Atualmente vivendo entre Los Angeles e Londres, seu trabalho está enraizado na interseção de música e tecnologia com empresas como Microsoft e Mixcloud, onde imprime diversidade, equidade e inclusão por meio de seu papel como fundadora e CEO da rede Shesaid.so. Andreea tem uma vasta experiência em parcerias entre música e marcas, desenvolvimento de negócios, estratégia de marca, design de comunidade e marketing. Na Shesaid.so, onde desenvolveu uma comunidade global de mais de 15.000 mulheres, minorias de gênero e aliados na música, ela lidera vários eventos, programas de orientação, parcerias estratégicas com marcas e outras iniciativas. Andreea passou os últimos quatro anos trabalhando com agências de criação para desenvolver experiências digitais, produtos de tecnologia e parcerias estratégicas para marcas globais. Os clientes com os quais ela já colaborou incluem Google, Facebook, TikTok, Spotify, Sonos, Diageo, Absolut, Kitsune, Shondaland e British Council.

ASA 103: Home Studio e Lançamentos DIY com Emmavie

Antes mesmo de se apresentar, a inglesa resume a aula dizendo que seu home studio (estúdio caseiro) pode ser tão simples quanto um microfone REVELATOR, um MacBook e um fone de ouvido. Abaixo, compartilho minhas notas após assistir à aula “Tips and Tricks: como começar agora, simples e barato” no programa ASA (clique aqui para conhecer).

Cantora, compositora e produtora com destaque crescente em Londres, Emmavie Mbongo compartilha que, mesmo tendo gravado em grandes estúdios como o Wisseloord (Amsterdã), Abbey Road (Londres) e no estúdio pessoal na casa do DJ Jazzy Jeff, nada se compara a gravar no conforto do seu próprio home studio, onde ela conhece o equipamento e pode decidir como, quanto e até quando produzir.

Um detalhe que não posso deixar de notar é o cuidado que ela teve com a qualidade audiovisual da sua apresentação. Enquanto nas demais aulas do ASA as palestrantes falam através da câmera de seus computadores, Emmavie usou vários recursos para incluir trechos de vídeos e gravação de tela que ilustraram suas falas, garantiu uma imagem bem iluminada e trilha sonora durante toda sua palestra.

A pauta do dia foi: Building your home studio, a guide by Emmavie

  • Um home studio pra chamar de meu: aprenda a otimizar seu dinheiro e construa um oásis de criatividade em casa para música e áudio
  • Passo a passo para lançar uma música: desde a gravação de fonogramas, contrato de distribuição até marketing digital

Equipamentos essenciais para você aproveitar ao máximo

  1. Um bom computador ou notebook
  2. Interface de áudio e DAW
  3. Aparelhos de monitoramento
  4. Controladores MIDI
  5. Microfone e acessórios
  6. Outros dispositivos

Computador

Segundo Emmavie, a maioria dos produtores prefere o MacBook da Apple porque gravar e produzir músicas exige bastante da CPU da máquina. Os Macs são aparelhos já feitos para ter um bom desempenho em processos criativos e sua única desvantagem é o preço alto, mas a artista tem uma alternativa para isso.

Inicialmente, o truque de Emmavie foi personalizar um computador para jogos, equiparando seu desempenho aos melhores Macs do mercado pela metade do preço. Isso exigiu muita pesquisa e paciência porque ela precisou comprar cada componente do computador separadamente e enviar para um amigo montar, mas ela garante que valeu a pena.

Os ítens a observar na hora de escolher um modelo para seu home studio foram:

  • Muita memória;
  • Uma ótima placa de vídeo;
  • Velocidade de processamento altíssima.

Depois ela acabou adquirindo um MacBook pela necessidade de portabilidade, pelo fato de alguns aplicativos serem exclusivos para Macs (como o Logic Pro X) e pela dificuldade de ler arquivos em HDs formatados apenas para Macs, o que dificulta o trabalho com outras pessoas.

Interface de áudio e DAW

A Interface é um aparelho que, quando conectado ao computador, recebe o sinal do microfone ou instrumento elétrico no lugar da placa de áudio do computador e converte esse sinal em áudio de alta qualidade (como um arquivo no formato wave), para que seu computador e seu programa de edição e produção de áudio multipista (DAW) possam entender e reproduzir o que você gravou.

Alguns exemplos de DAW (Digital Audio Workspace, ou software de áudio digital) são os programas Logic Pro X, FL Studio, Cubase, Studio One e Ableton (que, além dos recursos de edição, também consegue realizar apresentações ao vivo incríveis).

A própria placa de áudio poderia fazer essa conversão de sinal, mas com uma qualidade muito menor. Investir em uma interface é uma boa opção porque você nunca sabe onde sua música pode chegar, como por exemplo a canção “Can’t Get Over You”, incluída em uma série da BBC, que foi produzida por Emmavie em seu quarto.

Outra vantagem da interface é a possibilidade de conectar mais de uma entrada e saída de áudio ao computador. Receber o áudio em faixas separadas na DAW, através de vários microfones na gravação de um podcast, por exemplo, ou de voz e violão tocados ao mesmo tempo, permite que você trate cada faixa individualmente na pós-produção.

Também é uma vantagem ter múltiplas saídas de áudio, o que permite o uso alternado de caixas de som e fones de ouvido com agilidade na hora de escutar suas gravações, ao mesmo tempo em que você está se gravando (é o chamado retorno do microfone). No caso de Emmavie, que utiliza interface e software feitos pelo mesmo fabricante, os controles de volume na entrada e na saída de som ainda são mais precisos por poderem ser feitos na própria interface.

Monitores

Os aparelhos de monitoramento (termo que significa “ouvir o que está sendo produzido”) são fones de ouvido e caixas de som alto-falantes. Emmavie destaca dois tipos de fones de ouvido para produtores: o fechado e o aberto

O fone fechado cobre as orelhas com uma concha completamente fechada, bloqueando o som externo do ambiente onde você está gravando e impedindo o som de “vazar”, o que faria ele ser captado pelo microfone enquanto você está se gravando (é com ele que você vai ouvir o áudio de retorno enviado pela sua interface).

O fone aberto tem a concha cheia de furinhos, o que deixa “vazar” um pouco do áudio recebido e do som externo, são excelentes na hora de mixar a música porque evitam o acúmulo de frequências baixas nos ouvidos.

Já o par de caixas de som alto-falantes te ajuda a ouvir como a sua música está soando quando ela é tocada no ambiente externo ao estúdio, por exemplo quando você está ouvindo músicas no carro, na balada ou na rua com fones de ouvido.

Alguns inconvenientes acontecem com os monitores se você monta seu home studio em um ambiente sem isolamento acústico, como o seu quarto. Eles podem ser barulhentos, incomodar outros moradores da casa e vizinhos (principalmente com as repetições do mesmo trecho de música enquanto você produz) e até não refletir o som exato da sua produção, dependendo do tamanho do seu quarto e da potência dos monitores (alguns precisam ser ouvidos a uma certa distância para entregar todas as frequências).

O conselho de Emmavie para quartos de tamanho comum (uma medida difícil de entender), é usar monitores com subwoofer (alto-falantes para baixas frequências) entre 3 e 5 polegadas. Outro conselho é optar por um par near field (de campo próximo), que já são feitos para você ouvir o máximo de frequências possível mesmo de perto (em alguns casos, você precisa se afastar para realmente ouvir frequências mais baixas enquanto você produz, e se você não faz isso, o resultado da sua música será desequilibrado).

Você deve posicionar os alto-falantes de cada lado da tela, direcionando-os para os seus ouvidos, e ter cuidado para ouvir sempre em um volume baixo para não afetar sua percepção dos agudos com o tempo (durante sua gravação e para a vida). Quando isso acontece, você acaba compensando o som que você não ouve mais reforçando frequências altas muito altas na sua música, e no dia seguinte, quando você está descansado, ela soa muito mais aguda do que você percebia.

Controlador MIDI

O MIDI (Music Instrument Digital Interface, interface de instrumentos musicais digitais) é uma tecnologia de produção e edição de sons pré-gravados ou sintetizados pelo próprio computador. O controlador MIDI é o aparelho físico (geralmente um teclado ou uma prancha com vários botões – pad) que você vai usar para tocar os sons que você vincular a cada tecla ou botão.

Por exemplo você grava o som de cada peça de uma bateria separadamente, depois vincula cada um a uma tecla do seu teclado MIDI para gravar como se estivesse tocando uma bateria, ou então é possível escolher sons disponíveis na biblioteca de sons da sua DAW ou montar suas referências brincando com parâmetros de sintetizadores. É uma coisa incrível e com muitas possibilidades.

Microfone

Emmavie sugere o microfone condensador para gravar voz, instrumentos, podcast ou vídeos para o YouTube, que tenha um diafragma grande e uma face ampla para captar todas as frequências e dinâmicas da voz sem nenhuma distorção. Bônus se ele for multidirecional com a possibilidade de configurar como unidirecional quando você quiser, porque isso pode ser útil dependendo do uso.

Você também pode usar um par de condensadores unidirecionais, com a face menor, para captar o som em stereo, o que vai ter um efeito legal na hora de distribuir os sons da sua música entre as saídas direita e esquerda dos monitores.

Alguns acessórios para aumentar a qualidade da captação:

  • Você pode incrementar seu microfone com um filtro POP, tela que ajuda na captação equilibrada de pronúncias como P e S;
  • Um filtro de reflexão vai amenizar os sons do ambiente captados pelo microfone, funcionando como uma cabine acústica (mas não tão bom quanto uma);
  • Um suporte ou pedestal é importante caso você queira tocar um instrumento ou vá falar por períodos de tempo maiores.

Acho que a descoberta dessa aula foi o microfone REVELATOR, que tem entrada USB direto para o computador, já funciona como sua própria interface e é super portátil. Dependendo do seu objetivo de produção, ele pode diminuir e muito os custos de investimento inicial.

Outros dispositivos

Alguns dispositivos podem ajudar, se você puder investir neles para seu home studio, como o HD Externo para back up das suas músicas, um aparelho chamado condicionador de energia para evitar que todos os aparelhos sejam ligados em uma mesma tomada e queimem em caso de curto-circuito (ele também elimina zumbidos ou chiados produzidos pela corrente elétrica, resultando em um som mais limpo) e um pré-amplificador, que já possui compressores e equalizadores embutidos e torna o sinal mais forte antes de chegar na interface.

E agora?

Depois de explicar cada aparelho e função, Emmavie conecta cada aparelho do seu home studio, mostrando todas as entradas e botões da interface, abre uma nova seção na DAW, garantindo que os aparelhos de entrada e saída de som estão selecionados no programa e funcionando, monta e confere o funcionamento do seu controlador MIDI e grava uma progressão de acordes simples.

Depois de terminar a gravação da música, é hora de mixar e masterizar. Ao mixar você dá os toques finais à música – edita pequenos erros, criar um balanço harmônico ente os elementos ajustando volumes e corrigindo frequências conflitantes, colocar algum efeito final etc.

Para masterizar, Emmavie sugere a contratação de um profissional, o que pode sair mais caro, a comparação com uma música do seu nicho para tentar igualar os volumes da sua música às dessa que seja sua referência, ou o uso da plataforma LANDR, site para masterizar digitalmente com comparação visual e excelente alternativa.

As sugestões de Emmavie para arte do single me surpreenderam positivamente, passando de edições em aplicativos gratuitos no celular para pesquisa de artes no Instagram através de hashtags e depois pedindo por um licenciamento não exclusivo para o artista ou empresário por DM. Ela sugere oferecer uma taxa leve a moderada pelo licenciamento não exclusivo da arte, para uso e não revenda, com o artista continuando livre para usar e vender a imagem como quiser e sendo sempre creditado por ela.

Na hora da distribuição, que é quando enviamos a música para os aplicativos de música, podemos recorrer a empresas como a própria LANDR ou ditto, cd baby etc., com destaque para a BandCamp, que vende a música diretamente ao público e remunera o artista imediatamente, tendo a possibilidade de o fã pagar um valor maior se ele quiser.

E o único conselho da compositora sobre lançamento e divulgação foi: se dê algumas semanas para criar antecipação e expectativa sobre sua nova música, publique teasers (pequenos trechos do produto) nas suas redes sociais, envie emails e mensagens promovendo seu link para pre-save. As redes sociais são a melhor ferramenta disponível hoje, são gratuitas e têm um alcance enorme.

Creators should Connect and Collaborate

“Criadores devem conectar e colaborar”, afirma Emmavie, ressaltando a importância do network com pessoas que amam e promovem músicas, como DJS e dançarinos. As dicas para isso foram:

  1. Crie danças e challenges nas plataformas através de influencers ou do seu perfil mesmo;
  2. Crie conteúdo que fale sobre você como artista porque as pessoas que gostarem da sua música vão querer te conhecer, saber do que você gosta então busque dar entrevistas, fazer lives no modelo Q&A (perguntas e respostas);
  3. Invista nos anúncios e publicações patrocinadas – é acessível financeiramente e encontra a sua audiência exata, seu nicho. Seus amigos gostam de você mas não pela sua música, especificamente. Seus fãs devem gostar da sua música porque eles já gostam de músicas semelhantes à sua, então você só precisa direcionar sua pesquisa para encontrar esse público.

BIO – EMMAVIE (disponibilizada na plataforma da aula)

Emmavie vem ganhando notoriedade como uma artista em tripla ascensão; cantando, escrevendo e produzindo suas próprias músicas com um som inconfundivelmente sensual. Em julho de 2021, Emmavie lançou um EP auto-produzido, “What’s A Diamond To A Baby”. Antes de seu lançamento, foi escolhida para se tornar embaixadora da Converse All-Star e se apresentou como tal em diversos eventos globais. Desde então, ela também teve shows esgotados. Após o lançamento de seu álbum de estreia em 2019, a música de Emmavie saltou para as telas em grande estilo com suas tracks inseridas no aclamado “I May Destroy You”, série da HBO / BBC de Michaela Coel; “Sistas” de Tyler Perry na BET; além de “Queen Sugar”, produzido por Oprah Winfrey, e “Teen Mom US 2”, da MTV.

Natura Musical aprovou: Casa SONORA vem aí!

A rede SONORA Festival Internacional de Compositoras foi contemplada no Edital Natura Musical 2021: 19 artistas e 14 coletivos serão patrocinados pela plataforma em 2022.

Aprovadas como coletivo, o Sonora Internacional irá inaugurar uma casa em Belo Horizonte/MG, cidade onde a rede teve início. Descrita no projeto como “um espaço com foco no desenvolvimento e potencialização de conexões entre mulheres que atuam no mercado da música”, a Casa SONORA promoverá residência artística, palestras, atividades de formação e shows.

E não para por aí: a proposta é que o apoio consiga beneficiar todas as produtoras da rede, que já esteve presente em 16 países e marca presença em Bauru desde 2017, e possibilite o encontro presencial das produtoras assim que possível.

O Edital se manifestou através das redes sociais, dizendo: “Há 17 anos, valorizamos projetos que unem o frescor da produção artística com ações que ecoam um futuro mais sustentável, inclusivo e plural (…) pois sem mudanças concretas, não há futuro para a cultura, nem para o planeta”.

Em Bauru, o SONORA Festival conta com o apoio de voluntárias, empreendedoras, empresas, público e mídias locais, que acreditam nas mulheres da região e fornecem serviços e patrocínios em nome da causa. Graças a essa união, já foram realizadas ao todo três edições do evento na cidade, uma presencial (2018) e duas online (2020 e 2021), impactando mais de 40 compositoras de Agudos, Bauru, Lençóis Paulista, Marília, Piratininga e Rio Claro.

O SONORA Festival Internacional de Compositoras nasceu para mostrar e incentivar a força da mulher compositora. O projeto surgiu da hashtag #mulherescriando, iniciativa da musicista Deh Mussulini para romper o imaginário de que existem poucas compositoras, e levou mulheres do país todo a apresentar seus trabalhos nas redes sociais.

O festival então surgiu para dar visibilidade, promover e legitimar a presença da mulher compositora, empoderando-a artística, profissional e economicamente, contribuindo para a redução da desigualdade de gêneros no meio musical.

A Casa SONORA é uma conquista de cada pessoa e instituição que acreditou nesse projeto em algum momento. As produtoras SONORA agora vão se reunir para discutir os próximos passos do movimento que segue impulsionando a voz feminina no mundo.